terça-feira, 16 de outubro de 2012

Cotas

Não vou entrar no mérito da discussão. Não quero, e não aceito provocações. Mas sempre acho que ter mais dados pode jogar luz na questão. Tem nesse link aqui uma matéria interessante sobre alguns critérios que estão sendo discutidos nos EUA. Eles são melhores que a gente? Sim. Eles conseguem ir mais longe que a gente? Sim. Então por que não coletar alguns pontos da discussão deles que eventualmente estejam sendo negligenciados no Brasil? Sem pensar na conclusão do artigo do link, mas sugerindo que se pense numa questão bem mais pragmática: qual deve ser a abrangência do processo?

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Salvação?

Era só o que me faltava, nesse link aqui eis uma ameba que amebiza as pessoas... agora vai ter gente cheirando Flagyl pra ver se consegue melhorar o desempenho acadêmico. Medo...




segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Relações perigosas

Tentar relacionar eventos e encontrar nexo causal entre eventos, famosa relação causa e consequência, é algo necessário na ciência. Talvez, dentre as concepções mais amplamente aceitas sobre ciência, esteja a idéia de que a ciência deve explicar os fenômenos. É um dos critérios, mas não o diferencial. Não importa. O que importa é que o pessoal fica fuçando cá e lá, tentando encontrar nexo causal entre eventos que podem parecer próximos ou distantes. Mas veja onde isso pode chegar.

Tudo bem, não li o artigo original (falha minha!) e pode ser que não seja bem isso o que está escrito. Mas, mesmo que seja, acho que tem um pouco de exagero na coisa que se lê nesse link aqui: roncar causa câncer.

Nem vou destrinchar a coisa. É ridículo de saída. Apnéia é vago demais, há casos e casos, mas fica mais ridículo ainda quando se diz "câncer", que é a coisa mais vaga possível em se tratando de possibilidades de manifestação. Me pergunto como é que os caras esperam credibilidade quando veiculam esse tipo de notícia dessa forma. Como o compromisso da mídia não é com a verdade, mas com o sensacionalismo, e como o compromisso do cientista tem sido cada vez mais com a geração de dados a qualquer custo, e não a qualidade dele, vamos entrando num mundo de iluminada ignorância. Haverá tanto ruído que o descrédito só poderá crescer. Hei de viver funestos tempos. Enquanto isso, vou tentando manter as coisas funcionando por aqui.

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Rápidas e rasteiras

Cansei de desativa e reativar o blog. Notícias nunca faltam, e, honestamente, tempo se encontra. O fato é que precisava dar uma chacoalhada nisso aqui, e cada vez menos encontro formas. Convidei amigos... ninguém escreve mais que um tecxto, quando escreve. Tentei divulgar entre alunos... e isso dura um ou dois acesso (e eu sei por que, mas não vem ao caso). Agora me ocorre de tentar fazer uma página no facebook. Funcionaria? Preciso encontrar quem se anime a fazer isso, pois eu mesmo tenho bem pouca disposição para redes sociais.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Rankings e a posição da USP

Demorei pra postar isso, mas acho que ainda vale a pena. Saiu um dia desses uma notícia de que a USP é a melhor Universidade da América Latina. A notícia pode ser lida nesse link aqui. Maravilha, é a melhor, e pode-se questionar qualquer tipo de ranking, por melhor que ele seja. Mas já é alguma coisa, e não custa tentar encontrar parâmetros objetivos pra dizer o que é bom e o que não é tão bom assim.

Pois a melhor notícia sobre rankings e a USP pode ser lida nesse link aqui. É um ranking feito para alunos dos EUA e diz que a USP é boa para 'burros'. Isso mesmo, se você é um asno que só quer saber de jogar bola, a USP é o melhor lugar.

Exageros à parte (não acho que seja tão exagerado assim), ninguém se mata de estudar na USP. Tirando o pessoal da Física e umas matérias aqui e ali, realmente, não dá pra comparar com o quanto o pessoal estuda nas grandes Universidades mundo afora.

Tá vendo como o rankings podem ser estranhos e mostrar ângulos diferentes? Na verdade, essa diferença não existe. Os caras mais sérios vêem a USP como ela é: moleza. E os Latinos que gostam de se vitimizar, acham aquilo o máximo. Em tempo: se perguntou por que muitas universidades nem entram nos rankings, sejam eles quais forem? Pois é... those were the days...

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Bibliotecas Digitais

A gente vive reclamando que livro custa caro, e que é difícil encontrar nas bibliotecas, e um monte de blá-blá-blá. Eis aqui uma contribuição de um dos três leitores do blog, duas matérias sobre bibliotecas digitais. Trabalho interessante e riquíssimo de preservação de obras que poderiam desaparecer do meio físico, ou que já estão com seus direitos autorais vencidos (e agora são de domínio público) e que é uma verdadeira pilantragem que haja quem cobre por essas obras.

Vale a pena dar uma fuçada nos dois artigos que estão aqui e aqui.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Uma boa notícia

Enfim, leio uma boa notícia. Ela está nesse link aqui. E o que ela tem de importante? O simples fato de estar bem escrita. Sóbria, com as devidas citações, com a devida cautela e com o cuidado certo na hora de mostrar uma informação.

Sei que vocês, meus três leitores(as), podem estar meio decepcionados(as), afinal de contas, a notícia é bem científica... mas tão científica a ponto de ser quase chata. Mas não é isso ciência? Um porfiar infindável de pequeninos passos que abrem novas e intrigantes possibilidades? Da minha parte, acho a descoberta fascinante! Confesso, não li o artigo original, mas o farei e posso colocar uma atualização posterior por aqui. Mas não importa. Vivo criticando os meios de comunicação pela péssima forma como eles mostram a ciência. Mas aqui eles mandaram bem.

Mas a ciência deve ser chata? De jeito nenhum. Pelo menos eu não acho. Também não acho que esse fascínio que eu sinto deva ser algo disseminado. Daí o pouco ibope das notícias científicas. Daí o fato de forçarem a barra pra qualquer uma delas seja bombástica - geralmente pelos meios menos honestos.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Por que estudar Ciência - Parte 2

Depois de mostrar descalabros, perguntas aparecem. O que fazer pra melhorar, evitar, superar? Simples, educar. Fácil? Nem a pau. Mas alguns dados recentes mostram isso com uma clareza absurda e inequívoca.

Primeiro, os alunos estão "aprisionados" ao longo das séries, principalmente no ensino fundamental (pode ser lido aqui). Como eles conseguem chegar até a faculdade é um mistério , mas chegam a duras penas e incham um sistema que ainda está longe de estar saturado, e apresenta potencial de crescimento por um bom tempo. Não discutiremos os resultados do processo, mas, pra quem acompanha o mercado, está lendo o tempo todo que estão sobrando vagas para vagas de nível superior... isso mesmo, sobrando! Não é possível que a multidão de gente sendo formada nesse brasilzãodemeudeus não consiga dar conta do recado. Pois não consegue. Agências de empregos estão com vagas ociosas, implorando por gente, e a salários altos.

Explicações existem aos montes. Mas, depois de tanta coisa, um fato simples, simplérrimo, mostra que o buraco é mais embaixo. E bem maior. Além das taxas de analfabetismo funcional e conhecimento matemático sofrível, eis um dado que sempre gosto de usar nas minhas aulas. O brasileiro lê muito pouco. E o pouco que lê é aquela maravilha. Leia aqui e diga se não é altamente elucidativo. Eu estou certo de que ler mais é um passo importante pra diminuição da ignorância, mas não se lê mais se não se consegue ler. E corremos atrás do rabo. Em tempo, não acho que todas devam ser doutores. Mas deveriam ao menos conseguir ler o jornal sem gaguejar, e, portanto, serem capazes de minimamente criticar coisas do seu cotidiano e interesse. Política, por exemplo.

A série não acaba aqui. Aliás, o blog também é dedicado a essa questão: pra que ciência? 

Por que estudar Ciência - Adendo

Continuando a série, temos uma notícia simples, mas terrivelmente esclarecedora. Ela mostra o que a ignorância e o obscurantismo podem fazer contra cada um de nós e complicando coisas que poderiam ser fáceis de decidir. E é quase uma piada.

Descobriram que a populaça está certa de que o mundo vai acabar em breve (leia aqui). E ninguém me avisou?!? Que sacanagem... Mas fato é que essa percepção é derivada de nada mais que a ignorância. Filmes, lendas, profecias... oras, convenhamos, a mídia está na dela em fazer propaganda sobre o Fim do Mundo. Ela vende mais com isso. Nem precisa falar do cinema. Os filmes sobre esse assunto sempre são muito legais. Mas muita gente (segundo essa pesquisa) não entende que isso é ficção. Algum problema? Não, cada um com suas coisas. Até que essas coisas definam decisões importantes.

O grande problema é que a decisão mais importante não está sendo tomada. Educar. 

E isso é o assunto do próximo post.