O mundo anda chato, governado por gente chata, e empastelado de politicamente correto. O intuito aqui é destilar o veneno e colocar pra fora nossas idéias, quebrar a monotonia e descer o pau em tudo aquilo que está desandado na ciência, educação, no mundo, e por que não, nas pessoas?
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Desanuviando
The Computer Geek
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A computer geek is crossing the road when he sees a frog, which opens its
mouth and starts talking.
"If you kiss me," the frog says, "I'll turn into a beautiful princess, stay
with you for a week and do anything you want."
The guy smiles and puts the frog in his pocket.
"Did you hear me?" asks the frog. "A beautiful princess? For a week?"
"Look," says the nerd, "I haven't got time for a girlfriend. But a talking
frog -- now, that's cool."
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Lasciate ogne speranza, voi ch’intrate.
Vai-se por mim à cidade dolente,
vai-se por mim à sempiterna dor,
vai-se por mim entre a perdida gente.
Moveu justiça o meu alto feitor
fez-me a divina Potestade, mais
o Supremo saber e o primo Amor.
Antes de mim não foi criado mais
nada senão eterno, e eterna eu duro
Deixai toda a esperança, ó vós que entrais.
Ao invés de Malvados, ano que vem vou usar a inscrição do Portal do Inferno. Seria mais apropriado.
Ah, o título... bem, está em italiano, um italiano que não passaria de um latim degenerado.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Como a ciência caminha
Meus caros, minhas caras, vocês gozam de um privilégio raríssimo dentre os mortais: são capazes de ler um artigo original e ver sobre o que estão falando os pesquisadores. Vocês DEVEM DUVIDAR da notícia até lerem o artigo original e ver o que realmente está lá.
Para tanto, vejam que há dois novos links no blog. Um da Nature e outro da Science Magazine. É o creme da bolacha. Lá há ciência de verdade, como em outros bons lugares. Leiam de vez em quando. Mas o principal, leiam o artigo original. Vocês têm acesso, vocês conseguem e principalmente, vocês devem!!!
Raramente temos consciência de estar vivendo a história, exceto em mortes de Papas, aviões derrubando prédios e tsunamis... e mesmo assim, não estávamos lá. No caso da ciência a coisa é muito mais discreta, encriptada e indisponível. Mas a história está acontecendo, e no caso dessa notícia, é algo a acompanhar.
domingo, 27 de julho de 2008
É... faz sentido...
a touch of genius - and a lot of courage - to move in the opposite direction."
Albert Einstein
A ele também é atribuida a seguinte frase.
"A genialidade tem limite. A estupidez não."
E o pior é que isso faz sentido até do ponto de vista matemático. Imaginando que a multiplicação das genialidades é um número finito, ela tem limite pois está circunscrita a um número inteiro. Já a estupidez, representada por uma fração - já que um estúpido não consegue configurar um número inteiro - se multiplicada, sempre será uma fração, que tende a um número cada vez menor, ou seja, mais estúpido.
Isso ilustra o caso que está nesse link.
"Os ecoterroristas já começam a preocupar a Europa
Le Monde
O incêndio ocorreu durante a madrugada, entre 1h e 3h, no sábado, 28 de junho. No laboratório Charles River, uma empresa de 325 assalariados sediada em Saint-Germain-sur-L'Arbresle (departamento do Rhône, na região de Lyon), foram transformados em fumaça três veículos utilitários e uma parte da estrutura do edifício. No solo, uma sigla havia sido redigida, valendo como uma assinatura: ALF, Animal Liberation Front (Frente de Liberação dos Animais)."
É a essência da falta do que fazer. Por que eles não se preocupam com outras coisas mais importantes do que os "direitos" dos animais. Me penaliza a idéia de os cientistas não fazerem nada de consistente na direção contrária, o que potencialmente os coloca em desvantagem galopante. Me preocupa ainda mais que as faculdades estejam disseminando essa bobagem e fazendo com que cabeças que deveriam ser abertas fiquem cada vez mais tacanhas. Nesse sentido, as aulas de ética são uma verdadeira barbaridade!!!
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Ética? Onde?
Mas vejamos de onde vem essa afirmação solta.
"Experimento sombrio levanta dúvidas sobre o senso ético dos seres humanos
Pesquisa seminal dos anos 1960 foi refeita recentemente, com adendos.
Nos testes, um voluntário pensava estar eletrocutando outro "pelo bem da ciência".
Alguns dos experimentos mais famosos em psicologia são aqueles que expõem o esqueleto sob a pele, a aparente covardia ou perversão que existe em praticamente todo ser humano. Essas descobertas obrigatoriamente trazem uma questão. Eu realmente faria aquilo? Eu poderia trair meus próprios olhos, meu julgamento, até minha humanidade, só para concluir algum experimento?
A resposta, se for honesta, geralmente leva a comentários sobre as crueldades, seja bombas suicidas, tortura ou brutalidades de gangues. Então um experimento de psicologia – um exercício simulado, testando comportamento individual – pode se tornar outra coisa, um prisma através do qual as pessoas vêem a cultura de forma mais ampla, para o bem ou para o mal."
O texto na íntegra está aqui.
Pessoalmente, acho que seria legal fazer isso dando choques de verdade. Mas dessa vez é o aluno, toda vez que o coleguinha dele fala alguma merda perguntada por um professor.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Descobriram a pólvora - parte 3
Mesmo assim, há o mérito de transformar o óbvio em números.
"Pesquisa mostra que remédio é guardado em local impróprio na casa
De São Paulo
Na íntegra aqui.
E você, caro leitor(a), onde guarda seus remédios? Em casa de ferreiro...
terça-feira, 1 de julho de 2008
Descobriram a pólvora - parte 2
Mais uma estupidez assola o Brasil, esta lei seca disfarçada em medida moralizadora. A moral dos reacionários e dos xiitas, que só vai levar mais água (sem álcool) para o moinho da pequena corrupção do dia-a-dia.
Qual o espírito da lei? O de punir os bêbados no volante, gente irresponsável e criminosa que merece mesmo o fogo (não o da bebedeira, mas o do inferno)? Não, esse não é o espírito dessa nova lei, pois esse espírito já existia na antiga lei: o Brasil já tinha leis que coibiam bêbados no volante -- puniam motoristas que tivessem mais do que 6 dg de álcool por litro de sangue. Para se ter uma idéia, isso já era mais rigoroso do que os limites em vigor em países como Canadá e Estados Unidos (que permitem até 8 dg por litro).
Qual era a diferença entre, por exemplo, o Brasil e os Estados Unidos? A diferença era que lá a quantidade de álcool permitida era maior (e não suficiente para embebedar ninguém), mas a fiscalização era, e é, séria. Mesmo podendo ter 8 dg de álcool por litro de sangue, os norte-americanos são muito cuidadosos com suas taças de vinho se vão dirigir, pois sabem que podem ir para a cadeia mesmo.
O que fizeram os moralistas do Brasil? Nossa taxa permitida já era menor do que a americana; o que faltava era simplesmente aplicar a lei -- fiscalizar e punir. Ah, as punições eram mais brandas; concordo plenamente em que fossem aumentadas, como agora. Mas não: no lugar de fiscalizar e punir, o governo (com uma base parlamentar para isso) preferiu tornar o país mais xiita e corrupto, colocando um limite de álcool que equivale, na prática, a proibir qualquer consumo de bebida alcoólica para quem vai dirigir."
Na íntegra aqui.quinta-feira, 19 de junho de 2008
Descobriram a pólvora!!!
O problema é que o dado é SUBESTIMADO!!! Me pergunto qual seria a proporção se eles refizessem a pergunta para diretores de grandes empresas e pra professores de escola particular.
No final, não passa de dinheiro, prestígio e todas as misérias regulares do ser humano.
Mas o que me preocupa mesmo é que isso claramente é uma tentativa de desqualificar o trabalho científico. Apareceu na Nature, ok, tem peso. Por outro lado, o veículo que está divulgando o dado é claramente de cunho popular e isso certamente terá um impacto completamente diferente do que o no meio científico.
"Quase 10% dos cientistas já notaram desvios éticos em laboratórios
da Reuters
Uma série de entrevistas realizadas com 2.212 cientistas da área biomédica nos Estados Unidos indica que a falta de ética pode ser um problema subestimado no meio.
Segundo o resultado do levantamento, divulgado ontem pela revista "Nature", 9% dos cientistas disseram já ter testemunhado algum caso de falsificação de resultados, plágio ou invenção de dados.
Entre os 267 episódios relatados para a pesquisa, 37% nunca foram denunciados a instâncias superiores para investigação, por medo de represálias ou de comprometer orçamentos coletivos.
Se o levantamento for uma amostra representativa, dizem os autores, mais de 3.000 casos de desvio ético podem estar ocorrendo anualmente nos EUA."