sexta-feira, 18 de julho de 2008

Ética? Onde?

Alguns diriam que o próprio experimento já é um atentado à ética. Eu vejo uma porta escancarada que dá acesso àquele corredor sujo, úmido e escuro que desemboca nos recônditos da alma. O ser humano é sombrio. A alegria é um estado de regressão à infância inocente, por que os atos dão mais a cara do frenesi quase erótico da compulsão pelo dominar. A ciência é bela, mesmo sendo um produto dos humanos...

Mas vejamos de onde vem essa afirmação solta.

"Experimento sombrio levanta dúvidas sobre o senso ético dos seres humanos

Pesquisa seminal dos anos 1960 foi refeita recentemente, com adendos.

Nos testes, um voluntário pensava estar eletrocutando outro "pelo bem da ciência".

Alguns dos experimentos mais famosos em psicologia são aqueles que expõem o esqueleto sob a pele, a aparente covardia ou perversão que existe em praticamente todo ser humano. Essas descobertas obrigatoriamente trazem uma questão. Eu realmente faria aquilo? Eu poderia trair meus próprios olhos, meu julgamento, até minha humanidade, só para concluir algum experimento?

A resposta, se for honesta, geralmente leva a comentários sobre as crueldades, seja bombas suicidas, tortura ou brutalidades de gangues. Então um experimento de psicologia – um exercício simulado, testando comportamento individual – pode se tornar outra coisa, um prisma através do qual as pessoas vêem a cultura de forma mais ampla, para o bem ou para o mal."


O texto na íntegra está aqui.

Pessoalmente, acho que seria legal fazer isso dando choques de verdade. Mas dessa vez é o aluno, toda vez que o coleguinha dele fala alguma merda perguntada por um professor.

6 comentários:

Anônimo disse...

Senso ético? Ora...
Há uns 2000 mil anos crucificar pessoas era bem comum e durante a Idade Média o empalamento, também.
Na atualidade, existem uns outros exemplos (da vida real).
Mas esses psicólogos se acham acima do bem e do mal?! Quantas cobaias (não humanas)foram eletrocutadas de verdade para o estudo do comportamento condicinado. Falando mais claramente: quanto prazer perverso não é experimentado por muitos desses "cientistas" ao eletrocutarem ratinhos?

Anônimo disse...

Não me faça pegar nojo!!!

Anônimo disse...

Ah vai... só por causa dos ratinhos...
Eu mudo: será que os cientistas do experimento não sentiram prazer em assitir os cobaias (humanos) eletrocutando seus companheiros de espécie?
:o]

Anônimo disse...

Ah, melindres...

Os ratinhos são chatos. Eles não gritam e não choram, não imploram, não mentem pra se safar e nem entregam os companheiros pra conseguir alguma vantagem.

Os humanos são bem mais interessantes. Eles até confessam seus pecados ao saberem que serão empalados, eletricutados... alguns até chegam ao ponto, veja você, de dizerem que se arrependem. Dá pra acreditar???

Anônimo disse...

Claro! Por bem menos os humanos se arrependem. Não foi pra isso que inventaram os confissionários?!?

Anônimo disse...

Inventar Deus vem bem antes...