Escrito em 1929, o Mal-Estar na Civilização, grande escrito de nosso primeiro google (afinal, bem antes da internet as pessoas já falavam "Freud Explica!"), mostra o conflito entre o indivíduo em busca pelo prazer a qualquer custo vivendo em uma sociedade que o reprime. Uma sociedade na qual seu nicho não fornece aquilo que seria necessário aos seus integrantes para que todos vivessem felizes para sempre (que bonitinho!). Neste duelo, indivíduo-sociedade, duas forças internas do ser humano entram para "ajudá-lo". Uma se chama pulsão de vida, ou eros, ou princípio do prazer, responsável pela interação do indivíduo com a sociedade através da aproximação dos indivíduos etc. E uma outra, chamada pulsão de morte, thanatos, ou princípio da realidade, responsável pela tendência de destruição da sociedade. Neste escrito, Sigmund Freud nos fala da impossibilidade da felicidade total do indivíduo frente às repressões impostas pelo policiamento de uma sociedade utopicamente dita em harmonia. Para se livrar destas repressões, os mais saudáveis encontram o amor, seja ele interpessoal ou mesmo à própria alienação proveniente do policiamento que lhe é imposto. Outros, jogam-se em psicopatologias de inconformismo, pois o desequilíbrio entre as forças citadas tende mais para a pulsão de morte. Até aqui, leitura.
Chamou-me muito a atenção mais um destes noticiários vespertinos que sempre começam antes de você tomar banho. No meu caso eu ia comprar mais cigarros. O apresentador do telejornal disse mais ou menos isso:
- E nós vamos encerrar o jornal de hoje com essas imagens...Até amanhã gente!
As imagens apresentadas eram de um grupo de prostitutas trocando socos e puxões de cabelo. Logo pensei, vivemos numa sociedade, que até a destruição de nós mesmos é um negócio engraçado! Freud pode ficar sossegado, estamos achando muito prazer na destruição. Sempre haverá um grupelho de idiotas que acha muito louco ver desgraça alheia. Sem falar de sistema de saúde, corrupção, educação falida etc. Está todo mundo encantado com a possibilidade de se tornar feliz plenamente um dia. E o pior, não é por amor. Ou é pela pulsão de morte que nos atrai e esta, em desequilíbrio com a pulsão de vida, e estamos virando psicopatas; ou é pelo sonho idiota e mesquinho de que ficaremos ricos um dia. Programão daqui um tempo... assistir violência gratuita na tv, sair para caminhar e chutar um mendigo, roubar a banca de jornal para jogar na megasena. UHU! Prefiro recair.
Chamou-me muito a atenção mais um destes noticiários vespertinos que sempre começam antes de você tomar banho. No meu caso eu ia comprar mais cigarros. O apresentador do telejornal disse mais ou menos isso:
- E nós vamos encerrar o jornal de hoje com essas imagens...Até amanhã gente!
As imagens apresentadas eram de um grupo de prostitutas trocando socos e puxões de cabelo. Logo pensei, vivemos numa sociedade, que até a destruição de nós mesmos é um negócio engraçado! Freud pode ficar sossegado, estamos achando muito prazer na destruição. Sempre haverá um grupelho de idiotas que acha muito louco ver desgraça alheia. Sem falar de sistema de saúde, corrupção, educação falida etc. Está todo mundo encantado com a possibilidade de se tornar feliz plenamente um dia. E o pior, não é por amor. Ou é pela pulsão de morte que nos atrai e esta, em desequilíbrio com a pulsão de vida, e estamos virando psicopatas; ou é pelo sonho idiota e mesquinho de que ficaremos ricos um dia. Programão daqui um tempo... assistir violência gratuita na tv, sair para caminhar e chutar um mendigo, roubar a banca de jornal para jogar na megasena. UHU! Prefiro recair.