O filósofo Nietzsche diz que é “corrompido um animal, uma espécie, um indivíduo, quando perde seus instintos, quando escolhe, quando prefere o que lhe é pernicioso”. Oras, daí poderíamos pensar que um ser corrompido escolheu corromper-se na maior, -Ah, vamos lá, ninguém vai saber mesmo! Hoje em dia a coisa está tão séria que a afirmação servida como mecanismo de defesa do safado mudou e tornou-se um pouco mais triste, -Ah, vamos lá, se descobrirem eu dedo todo mundo, quero ver o que vão fazer comigo, ninguém vai ter peito de me encarar! Isto demonstra sim um problema sérissimo de impunidade, mas o pior, o buraco está mais embaixo. Se um sacana pensa desta maneira ele está metido numa rede de corrupção. Nesta rede, forçado pelos membros dos Direitos Humanos, devo chamá-los de seres humanos (tenho a desculpa da espécie, ainda bem!),cada indivíduo já tomou sua decisão de ser corrompido. E cada um destes pertence e é controlado por um aparato burocrático que envolve milhares de outros "seres humanos".Todos os brasileiros que assistem jornais de canais abertos, ouvem todos os dias que a corrupção rola solta e nada acontece. Confio ainda no caráter de algumas pessoas, mas sei tambem o poder que a propaganda pode fazer com a massa. Segunda Guerra, alguém se lembra? Estou preocupado, será que daqui a alguns anos terei que pagar propina para minha mãe dizer que me ama? Prefiro recair.
O mundo anda chato, governado por gente chata, e empastelado de politicamente correto. O intuito aqui é destilar o veneno e colocar pra fora nossas idéias, quebrar a monotonia e descer o pau em tudo aquilo que está desandado na ciência, educação, no mundo, e por que não, nas pessoas?
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Jalecos e a descrença microbiológica
Alguém aí anda de jaleco na rua pra pagar de "dotô"? Quem nunca deu um passeio na rua de jaleco? Quem nunca "esqueceu" de tirar o jaleco depois de uma aula prática na facu, ou do estágio?
Bom, quem nunca fez uma dessas que atire a primeira pedra.
Fato é que o jaleco chama atenção por que geralmente são os médicos que andam por aí paramentados com os seus. E é isso mesmo que o jaleco é, um paramento. Assim como o juiz usa a toga, o papa usa a mitra, o mecânico usa o macacão, o soldado a farda, um médico usa seu jaleco. E não me venham dizer que esse acessório é típico dos "profissionais da saúde". Até é. Mas sempre a imagem é associada ao médico.
O problema é que o jaleco é, teoricamente, um equipamento de segurança. Nunca li ou estudei sobre quanto ele de fato te protege. Mas é o que é e pronto. No caso de algumas funções em laboratórios, o jaleco protege a amostra; no caso dos médicos, algumas vezes a proteção é para o paciente.
Então, convenhamos, que ficar entrando em milhões de quartos por dia, em setores extremamente contaminados de hospitais - onde as contaminações são nervosas mesmo - e depois dar um passeio na rua, não é algo inteligente. Há um trânsito de partículas e microorganismos que é potencialmente nocivo tanto do hospital para a rua, como no sentido contrário. Isso sempre foi alvo de críticas acerbas de gente grande. Se fizeram de surdos. Como médico não acredita em bactéria até hoje, pra que se importunar?
Então um político resolveu dar uma canetada e proibir que se use equipamento de segurança fora do local de trabalho - inclusive jalecos!!! A reportagem pode ser lida aqui.
Típica lei que vai depender de "pegar". Controle difícil, fiscalização complicada. Mas por que não tentar?
Bom, quem nunca fez uma dessas que atire a primeira pedra.
Fato é que o jaleco chama atenção por que geralmente são os médicos que andam por aí paramentados com os seus. E é isso mesmo que o jaleco é, um paramento. Assim como o juiz usa a toga, o papa usa a mitra, o mecânico usa o macacão, o soldado a farda, um médico usa seu jaleco. E não me venham dizer que esse acessório é típico dos "profissionais da saúde". Até é. Mas sempre a imagem é associada ao médico.
O problema é que o jaleco é, teoricamente, um equipamento de segurança. Nunca li ou estudei sobre quanto ele de fato te protege. Mas é o que é e pronto. No caso de algumas funções em laboratórios, o jaleco protege a amostra; no caso dos médicos, algumas vezes a proteção é para o paciente.
Então, convenhamos, que ficar entrando em milhões de quartos por dia, em setores extremamente contaminados de hospitais - onde as contaminações são nervosas mesmo - e depois dar um passeio na rua, não é algo inteligente. Há um trânsito de partículas e microorganismos que é potencialmente nocivo tanto do hospital para a rua, como no sentido contrário. Isso sempre foi alvo de críticas acerbas de gente grande. Se fizeram de surdos. Como médico não acredita em bactéria até hoje, pra que se importunar?
Então um político resolveu dar uma canetada e proibir que se use equipamento de segurança fora do local de trabalho - inclusive jalecos!!! A reportagem pode ser lida aqui.
Típica lei que vai depender de "pegar". Controle difícil, fiscalização complicada. Mas por que não tentar?
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Nice shot
Finalmente encontrei uma matéria de divulgação científica decente, correta e equilibrada na imprensa nacional. O sujeito escreveu sobre uma descoberta muito interessante do pessoal do Instituto de Biologia da USP. O grupo do Prof. Eduardo Gorab descobriu que o DNA pode formar hélices triplas.
Isso não é lá uma grande novidade, pois já haviam isolado esse tipo de estrutura in vitro, quer dizer, em tubos de ensaio. Sempre se considerou que essa era uma possibilidade viável, mas até então se achava que isso não passava de um artefato. Ou seja, é um resultado de uma experiência que não poderia acontecer naturalmente e que foi causado por um método de experimentação errado. A grande novidade, então, é mostrar que isso acontece in vivo, ou seja, que pode haver ocorrência natural desse fenômeno. A matéria do nosso colega dá uma explicação bem legal e mostra que o balaio de gatos é bem grande mesmo. Por isso não vamos nos ater aos detalhes técnicos.
Entretanto, a idéia é mostrar que uma matéria de divulgação científica pode ser bem feita, pode ser tecnicamente correta e ainda assim acessível. Cientistas podem aprender jornalismo, e jornalistas podem aprender ciência. Onde está o nó? O jornalista entende a melhor forma de transmitir uma notícia. Mas transmitir uma notícia não necessariamente é transmitir um dado. Cientistas têm a fama de serem prolixos e confusos, e geralmente o são. Pior, eles tendem a se munir de jargões e termos técnicos que só são compreensíveis pelos seus pares, ou curiosos de áreas correlatas. Jornalistas têm a fama de simplificar as coisas, e acabam por dicotomizar demais os achados científicos fazendo com que tudo seja sempre "sim" ou "não"; e sabemos que não é assim. A ciência é cheia de nuances e tons de cinza. E aí está a dificuldade: acertar o peso da mão entre o detalhe incompreensível dos tons de cinza e a simplificação exagerada do preto e branco.
Leio regularmente o blog onde esse jornalista escreve, e geralmente quebro uns paus com os caras - por vários motivos. Mas nessa matéria, tenho que tirar o chapéu: o tiozinho acertou a mão!!! Vale um naco do seu tempo.
Isso não é lá uma grande novidade, pois já haviam isolado esse tipo de estrutura in vitro, quer dizer, em tubos de ensaio. Sempre se considerou que essa era uma possibilidade viável, mas até então se achava que isso não passava de um artefato. Ou seja, é um resultado de uma experiência que não poderia acontecer naturalmente e que foi causado por um método de experimentação errado. A grande novidade, então, é mostrar que isso acontece in vivo, ou seja, que pode haver ocorrência natural desse fenômeno. A matéria do nosso colega dá uma explicação bem legal e mostra que o balaio de gatos é bem grande mesmo. Por isso não vamos nos ater aos detalhes técnicos.
Entretanto, a idéia é mostrar que uma matéria de divulgação científica pode ser bem feita, pode ser tecnicamente correta e ainda assim acessível. Cientistas podem aprender jornalismo, e jornalistas podem aprender ciência. Onde está o nó? O jornalista entende a melhor forma de transmitir uma notícia. Mas transmitir uma notícia não necessariamente é transmitir um dado. Cientistas têm a fama de serem prolixos e confusos, e geralmente o são. Pior, eles tendem a se munir de jargões e termos técnicos que só são compreensíveis pelos seus pares, ou curiosos de áreas correlatas. Jornalistas têm a fama de simplificar as coisas, e acabam por dicotomizar demais os achados científicos fazendo com que tudo seja sempre "sim" ou "não"; e sabemos que não é assim. A ciência é cheia de nuances e tons de cinza. E aí está a dificuldade: acertar o peso da mão entre o detalhe incompreensível dos tons de cinza e a simplificação exagerada do preto e branco.
Leio regularmente o blog onde esse jornalista escreve, e geralmente quebro uns paus com os caras - por vários motivos. Mas nessa matéria, tenho que tirar o chapéu: o tiozinho acertou a mão!!! Vale um naco do seu tempo.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Antigos espíritos do mal.
Observando através desta nova janela aberta, para um deslumbre quase cômico de meus olhos, imagino a sensação de dois seres ao perceberem que podem fazer fogo. Hoje, lá pela hora do almoço, recebi a visita de um exorcista. Ele tinha uma malinha preta e tudo mais. Não estava surpreso com sua visita, pois fui eu quem solicitou sua ajuda. Estava perdido. Não sabia mais o que fazer. Ouvia barulhos estranhos vindos de minha janela. Meu terapeuta também já não sabia mais o que me falar sobre o assunto. As medicações não faziam mais efeito. Até meus Professores de Psicologia não entendiam mais meu comportamento. Enfim, estava desesperado. Até que o exorcista chegou, olhou para minha janela e disse:
-Com este roteador os grunhidos vão desaparecer e as mensagens de erro vão sumir.E seus professores vão ficar muito mais satisfeitos quando você não entregar mais trabalho escrito à mão!
-Com este roteador os grunhidos vão desaparecer e as mensagens de erro vão sumir.E seus professores vão ficar muito mais satisfeitos quando você não entregar mais trabalho escrito à mão!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Saudações, agradecimentos e timidez...
É com enorme prazer que me apresento a todos colaboradores desta destilaria. Espero contribuir com a acidez típica de um amigo muito proximo da "Montagna" crítica. Sobre minha timidez inicial, justifico-a com minha ex-tendência tecnofóbica. Tenho contado com a ajuda de medicações e psicoterapias para me tornar um 21th century digital boy. Meu caro irmão de semelhança também fenotípica, tem contribuído para que eu obtenha êxito em usar mais as minhas mãos para o teclado do computador ao invés dos botões do caça-níqueis. Farei com ele o contrário, afinal...o prazer pode estar em se saber de tudo um pouco para escolhermos o que deveremos saber muito, ou saber um pouco de tudo já é saber muito? Não tenho respostas, mas quero prazer. Prazer em conhecê-los...aos poucos. "Chove chuva....chove sem parar!!!"
domingo, 31 de janeiro de 2010
Novo colaborador
Salve, salve, pessoal.
O blog voltou. Não tá de cara nova. Não tá com mote novo. Não tem nada de novo, exceto um colaborador.
Leon Gonzalez, amigo véio de quase doze anos de USP. Entrou em química, achou que aquilo era coisa de louco, foi tomar conta da vida e depois voltou pra estudar a mente humana. Está concluindo o curso de Psicologia e se embrenhando na neurociência. Só quem esteve lá sabe o que a gente viu junto nesse mundão véio sem porteira.
Ele ainda está tímido, mas em breve se animará com contribuições.
Enquanto isso, vamos com este que vos fala.
Até a próxima.
O blog voltou. Não tá de cara nova. Não tá com mote novo. Não tem nada de novo, exceto um colaborador.
Leon Gonzalez, amigo véio de quase doze anos de USP. Entrou em química, achou que aquilo era coisa de louco, foi tomar conta da vida e depois voltou pra estudar a mente humana. Está concluindo o curso de Psicologia e se embrenhando na neurociência. Só quem esteve lá sabe o que a gente viu junto nesse mundão véio sem porteira.
Ele ainda está tímido, mas em breve se animará com contribuições.
Enquanto isso, vamos com este que vos fala.
Até a próxima.
domingo, 24 de janeiro de 2010
De volta ao batente
Salve, salve, meus três leitores...
Depois de dias conturbados por aí, com um caminhão de histórias pra contar, estamos de volta ao batente. Histórias científicas, pessoais, histórias.
As notícias científicas nesses tempos foram animadas. Há uma ou duas coisas pra comentar do que andou acontecendo por aí. Mas no final das contas, seriam requentadas. Aguardemos por coisas novas.
Em breve o blog ganhará mais colaboradores, e vejamos se expandimos os horizontes e o nosso público trazendo mais gente de outras bandas.
E vamo que vamo...
Depois de dias conturbados por aí, com um caminhão de histórias pra contar, estamos de volta ao batente. Histórias científicas, pessoais, histórias.
As notícias científicas nesses tempos foram animadas. Há uma ou duas coisas pra comentar do que andou acontecendo por aí. Mas no final das contas, seriam requentadas. Aguardemos por coisas novas.
Em breve o blog ganhará mais colaboradores, e vejamos se expandimos os horizontes e o nosso público trazendo mais gente de outras bandas.
E vamo que vamo...
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Blog em recesso
Olá, pessoal. Estou fora do Brasil a trabalho e com bem pouco tempo pra manter esse blog na ativa. As notícias científicas têm aparecido, mas vão ficar para o começo das atividades no próximo ano (leia-se, depois do carnaval).
Enquanto as coisas vão mornas na ciência, e todo mundo está curtindo suas férias, eu vou trabalhando no hemisfério Norte. Sendo assim, nos vemos no início das aulas, que é exatamente quando volto.
Bom ano que vem por aí para todos.
Enquanto as coisas vão mornas na ciência, e todo mundo está curtindo suas férias, eu vou trabalhando no hemisfério Norte. Sendo assim, nos vemos no início das aulas, que é exatamente quando volto.
Bom ano que vem por aí para todos.