... nada mais, nada menos.
http://www.youtube.com/watch?v=dbQFyMwmTL0
E prometo que não faço mais comentários lúdicos fora do tema do blog.
O mundo anda chato, governado por gente chata, e empastelado de politicamente correto. O intuito aqui é destilar o veneno e colocar pra fora nossas idéias, quebrar a monotonia e descer o pau em tudo aquilo que está desandado na ciência, educação, no mundo, e por que não, nas pessoas?
segunda-feira, 18 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Novos links
Pessoal, há uma nova barra de links aí do lado que trás blogs de ciência interessantes. São de grandes corporações da mídia, têm lá seus vieses, mas trazem notícias, algumas discussões e novidades. O bom é ser em português. Vale a pena torrar um naco do seu tempo com isso e saber por onde andam as coisas.
Tomara que a lista aumente... mesmo tendo pouca gente interessada nisso.
Tomara que a lista aumente... mesmo tendo pouca gente interessada nisso.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Antidepressivos, ansiolíticos e laxativos
Pros desavisados, uma nota dissonante: dias 15 e 16 de Maio se apresenta em São Paulo uma das maiores bandas de rock'n'roll da história, o Heaven & Hell.
Quem tiver uma graninha, vá assistir (se ainda houver ingressos). É melhor que qualquer antidepressivo do mundo. Nada como ouvir um som pesado, com muitos decibéis na cabeça, sem se preocupar com o que acontece ou deixa de acontecer.
Pra me fazer conseguir esperar, só ansiolíticos. Por que lá dentro, quando o pau comer, será catarse. Melhor que qualquer laxativo.
Uma pitada da bagaça aqui.
Quem tiver uma graninha, vá assistir (se ainda houver ingressos). É melhor que qualquer antidepressivo do mundo. Nada como ouvir um som pesado, com muitos decibéis na cabeça, sem se preocupar com o que acontece ou deixa de acontecer.
Pra me fazer conseguir esperar, só ansiolíticos. Por que lá dentro, quando o pau comer, será catarse. Melhor que qualquer laxativo.
Uma pitada da bagaça aqui.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Como anda a vida?
Estava fuçando uns velhos discos e encontrei essa mensagem de incentivo e otimismo na contracapa de uma das preciosidades que tenho em casa.
"Forget religion, politics, career,
sex and ego for a while.
The only important information
you need is the fact that life is shit.
Then you can try to live."
É isso aí...
"Forget religion, politics, career,
sex and ego for a while.
The only important information
you need is the fact that life is shit.
Then you can try to live."
É isso aí...
terça-feira, 5 de maio de 2009
Desencanei
Já faz um tempo que não posto nada por aqui. A bem da verdade, quase um mês, não? Por falta de tempo... hmmm... desculpinha manjada. Quem se propõe a fazer algo assim sempre arranja um tempo. E fiquei matutando sobre o que tem me feito não postar nada por aqui. Conclusão não óbvia, e meio paradoxal: excesso de notícia!
Pois é, o pessoal me manda links pras escabrosidades que se noticia por aí e é tanta porcaria, tanta bobagem, que eu teria que colocar sei lá quantos posts por dia. É problema com a notícia, problema com o texto, com o título, com a informação técnica, com tudo o que se puder imaginar! Tô até pensando em montar um capítulo da apostila do ano que vem só com uma classificação dos tipos de porcarias que se escreve na mídia.
Nesse sentido, acabo tendo duas vontades: 1. mudar um pouco o rumo do blog, e fazer um misto de péssimas notícias com sessão "fura-zóio" sobre generalidades/mazelas dos seres humanos e; 2. focar ainda mais a disciplina de metodologia nessas questões de má transmissão da informação (claro, mantendo os assuuntos de ciência).
O triste disso é que haveria tantas boas coisas de ciência pra se discutir, tantos assuntos interessantes pra se colocar em pauta. Mas como a porcaria empastela tudo, não dá pra se mexer sem ao menos dar uma limpada no terreno.
Vejamos como tudo se comporta nos tempos vindouros.
Pois é, o pessoal me manda links pras escabrosidades que se noticia por aí e é tanta porcaria, tanta bobagem, que eu teria que colocar sei lá quantos posts por dia. É problema com a notícia, problema com o texto, com o título, com a informação técnica, com tudo o que se puder imaginar! Tô até pensando em montar um capítulo da apostila do ano que vem só com uma classificação dos tipos de porcarias que se escreve na mídia.
Nesse sentido, acabo tendo duas vontades: 1. mudar um pouco o rumo do blog, e fazer um misto de péssimas notícias com sessão "fura-zóio" sobre generalidades/mazelas dos seres humanos e; 2. focar ainda mais a disciplina de metodologia nessas questões de má transmissão da informação (claro, mantendo os assuuntos de ciência).
O triste disso é que haveria tantas boas coisas de ciência pra se discutir, tantos assuntos interessantes pra se colocar em pauta. Mas como a porcaria empastela tudo, não dá pra se mexer sem ao menos dar uma limpada no terreno.
Vejamos como tudo se comporta nos tempos vindouros.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Constatações do óbvio
Olha que reportagem interessante aqui. Vai mexer com brios por aí por que o assunto é sério e levado nada a sério: infecção hospitalar.
As comissões de infecção hospitalar deveriam ser organismos multidisciplinares, com independência dentro de um hospital; com autoridade suficiente pra tomar decisões e dirigir programas de educação. Nada acontece. As comissões existem no papel ou têm atuação extremamente limitada. Médicos, biólogos, epidemiologistas, farmacêuticos, biomédicos, enfim, deveria ser um dos lugares mais empolgantes pra se trabalhar: pelo trabalho de investigação em si como por trocar experiências com profissionais de áreas diferentes da nossa. Dos meus colegas que trabalham em hospital, todos dizem que isso é um delírio meu. Tanto pior.
Duas coisas: a pesquisa não vai mudar nada; e imaginem como não é fora de SP.
Dica: jamais faça uma cirurgia se não for absolutamente necessário.
As comissões de infecção hospitalar deveriam ser organismos multidisciplinares, com independência dentro de um hospital; com autoridade suficiente pra tomar decisões e dirigir programas de educação. Nada acontece. As comissões existem no papel ou têm atuação extremamente limitada. Médicos, biólogos, epidemiologistas, farmacêuticos, biomédicos, enfim, deveria ser um dos lugares mais empolgantes pra se trabalhar: pelo trabalho de investigação em si como por trocar experiências com profissionais de áreas diferentes da nossa. Dos meus colegas que trabalham em hospital, todos dizem que isso é um delírio meu. Tanto pior.
Duas coisas: a pesquisa não vai mudar nada; e imaginem como não é fora de SP.
Dica: jamais faça uma cirurgia se não for absolutamente necessário.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Jogo dos 7 erros... a Saga
Olha que reportagem odiosa... nesse link aqui... logo de cara os caras já mandam a pérola e nem dá pra continuar lendo.
Pro meu azar, minha família tá cheia de gente crédula até os ossos. E no momento exato em que eu lia a tal reportagem, um primo da minha mãe liga dizendo pra ver esse site aqui. Segundo ele, "é pra largar desse maldito hábito de tomar remédio que essa velharada tem".
Olha pra quem a criatura vai falar? Pra um FARMACÊUTICO, cientista, cético e racional... pobre primo...
Vejam o amontoado de horrores que se pode produzir por linha de texto. E com todos os requintes de crueldade que a coisa pode ter. O site todo é um tratado de pseudociência, charlatanismo, credulidade, ignorância e abuso da boa fé. O pior é que a fulana deve acreditar mesmo naquilo... onde vamos parar?!?
Pro meu azar, minha família tá cheia de gente crédula até os ossos. E no momento exato em que eu lia a tal reportagem, um primo da minha mãe liga dizendo pra ver esse site aqui. Segundo ele, "é pra largar desse maldito hábito de tomar remédio que essa velharada tem".
Olha pra quem a criatura vai falar? Pra um FARMACÊUTICO, cientista, cético e racional... pobre primo...
Vejam o amontoado de horrores que se pode produzir por linha de texto. E com todos os requintes de crueldade que a coisa pode ter. O site todo é um tratado de pseudociência, charlatanismo, credulidade, ignorância e abuso da boa fé. O pior é que a fulana deve acreditar mesmo naquilo... onde vamos parar?!?
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Intuição ou dados pouco claros?
Será assunto essa semana: o terremoto na Itália.
Sem dúvida é, como muitos eventos naturais, de dificílima preditibilidade, justamente pela complexidade do processo e pelos erros inerentes aos métodos de predição. Facilitando a linguagem, vejam a meteorologia com tempestades e furacões; a geofísica com vulcões e terremotos. Os dois primeiros podem ser detectados no máximo com algumas horas de antecedência; os dois seguintes, nem sei com quanto tempo - e qual a margem de erro para essas previsões.
Pois vejam a matéria aqui, onde um técnico vinha notando modificações em algumas de suas medições que eram consistentes com o evento que acabou se consumando essa noite. Foi uma intuição? Ou apenas os dados eram pouco claros e assim, não carecia de alarde? Quanto disso é uma percepção subjetiva, quanto é paranóia, e quanto é a percepção apropriada e prudente de um evento de difícil predição?
Lembrem-se, somos cientistas. Qual o custo da prudência excessiva? Qual o custo de margens de erro mal-avaliadas? Qual o custo da negligência?
Os resultados são até agora, além da destruição inevitável de imóveis, 92 mortes evitáveis.
Sem dúvida é, como muitos eventos naturais, de dificílima preditibilidade, justamente pela complexidade do processo e pelos erros inerentes aos métodos de predição. Facilitando a linguagem, vejam a meteorologia com tempestades e furacões; a geofísica com vulcões e terremotos. Os dois primeiros podem ser detectados no máximo com algumas horas de antecedência; os dois seguintes, nem sei com quanto tempo - e qual a margem de erro para essas previsões.
Pois vejam a matéria aqui, onde um técnico vinha notando modificações em algumas de suas medições que eram consistentes com o evento que acabou se consumando essa noite. Foi uma intuição? Ou apenas os dados eram pouco claros e assim, não carecia de alarde? Quanto disso é uma percepção subjetiva, quanto é paranóia, e quanto é a percepção apropriada e prudente de um evento de difícil predição?
Lembrem-se, somos cientistas. Qual o custo da prudência excessiva? Qual o custo de margens de erro mal-avaliadas? Qual o custo da negligência?
Os resultados são até agora, além da destruição inevitável de imóveis, 92 mortes evitáveis.